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LAB Jovens: Programa da Embaixada da França apoia projetos na luta pela justiça climática

Por Regilon Matos

Com a finalidade de sensibilizar e capacitar a juventude para questões ambientais, para reduzir os efeitos do aquecimento global e garantir o equilíbrio climático, a Embaixada da França em parceria com o Fundo Casa Socioambiental e uma rede de organizações, realiza no ano de 2023 a terceira edição do LAB Jovens (Laboratório Ambiental Brasil Jovens), um programa que mobiliza jovens entre 18 e 26 anos para apoio e formação, com suporte de ferramentas, mentorias e todo acompanhamento necessário para desenvolver projetos-ações em seus territórios, e ao final a oportunidade de receber um apoio de um fundo semente. A jornada é 100% online e gratuita, e eu, Regilon Matos, tive a oportunidade de participar da primeira edição em 2021.

O Fundo Casa dedica-se ao campo da filantropia socioambiental fazendo o recurso chegar diretamente nas mãos dos reais guardiões dos ecossistemas, a fim de promover o desenvolvimento sustentável, dando mais autonomia e protagonismo aos grupos. Sendo assim apoiar projetos de jovens é potencializar a ação do projeto pois conseguem agregar uma enorme diversidade de ideias e mobilizando um maior número de pessoas engajadas, além de uma aposta em ações inovadoras e conectadas com outras formas mais contemporâneas proporcionadas pelo protagonismo juvenil. E o apoio do Fundo Casa ao Fundo Semente do programa vai de encontro à nossa missão de apoiar iniciativas coletivas e de incentivar que o ativismo dos jovens possa ser despertado trazendo outras formas de atuação na pauta da justiça socioambiental.

Para Mariam Massoud, Assessora de Cooperação técnica da Embaixada da França no Brasil: “O LAB Jovens é uma super oportunidade para jovens entre 18 e 26 anos colocar em prática seu envolvimento com a proteção do meio ambiente. Os jovens brasileiros são muito engajados e incentivados a agir, e é muito motivador trabalhar com jovens cheios de ideias e iniciativas. O fundo semente oferecido a eles é um primeiro passo em suas vidas como ativistas, e acho que o programa permite que eles plantem a primeira semente em suas vidas de empreendedores sustentáveis.”

Em suas três edições, o programa teve mais de 1000 inscrições de jovens de todas as regiões brasileiras, que passaram por uma trilha de formação, com conscientização através de webinários temáticos. Foram realizadas capacitações com oficinas de ativismo, criação de projetos, educomunicação e boas práticas para fortalecer competências de gestão de projetos, além de encontros on-line para fomentar a geração de ideias no coletivo. Fortalecer essas e outras habilidades, é essencial para que a juventude tenha um papel ativo na sociedade, sobretudo nos debates de mitigação e adaptação as mudanças climáticas.

As temáticas das edições do programa seguem indicações relacionadas dentro de acordos e tratados estabelecidos pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), como o compromisso da Agenda 2030, o da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, bem como sobre a Década da Restauração de Ecossistemas, entre outros. A primeira edição do LAB Jovens, em 2021, teve como temática um enfoque nos Defensores e Defensoras dos oceanos e dos rios através da seguinte abordagem: “O combate à poluição das águas e a luta contra o microplásticos”. Já em 2022, a temática foi “Preservar a biodiversidade dos rios e oceanos” e para a terceira edição em 2023 o tema enfatizará “A preservação das florestas Brasileiras.”

O projeto coletivo Iguatu é um exemplo do potencial da cooperação e articulação jovem. Coordenado por duas jovens de Manaus e uma representante de São Paulo, o coletivo criou um projeto de educação ambiental com foco nas crianças e adolescentes moradoras do Parque das Tribos, primeiro bairro indígena de Manaus formado por mais de 35 etnias diferentes. A comunidade abraçou o projeto que pretende transformar uma das ruas em um modelo de lixo zero, e a ideia é replicar a iniciativa em todo o bairro e promover a recuperação da mata ciliar com plantios de mudas nativas.

O LAB Jovens vai muito além de um Programa de formação e de apoio, pois ele possibilita também o crescimento pessoal e profissional, conecta e fortalece relações entre a juventude reforçando experiências individuais e coletivas, com abordagens locais e regionais, e conforme afirma a jovem Nádia Carvalho, Zootecnista, Mestranda em Sistemática, Uso e Conservação da Biodiversidade e jovem selecionada para receber o fundo semente na edição 2022 com o projeto Ecomar, “o LAB Jovens proporciona que a juventude possa sonhar, planejar, acreditar e desenvolver projetos que mudam não só a vida de dezenas ou centenas de pessoas, mas as nossas vidas enquanto idealizadores”. Segundo Nádia: “A motivação para a criação do Projeto Ecomar veio após o diálogo com cultivadores de algas e a leitura de trabalhos científicos que relatavam a redução de bancos de algas e prados de capim-agulha em alguns locais do Nordeste, como em Icapuí. Assim, comecei a pensar em alternativas que possibilitassem ajudar a contribuir para sua conservação na região, que além de ficar localizada em Áreas de Proteção Ambiental, possui uma rica biodiversidade. O projeto utiliza a Educação Ambiental como ferramenta de sensibilização para a conservação desses ambientes, e além de aumentar o conhecimento do público-alvo sobre as algas, o capim-agulha e sua importância para as espécies marinhas”, explica a jovem cientista.

É importante oferecer suporte ao forte movimento de juventude de maneira que o trabalho de impacto socioambiental em seus territórios, enquanto debatem assuntos globais, receba o apoio necessário. Dessa forma, reforçar as aptidões dos jovens é fundamental para que eles consigam ter uma posição ativa na sociedade e dar protagonismo a juventude com as ferramentas necessárias para adquirirem conhecimento, estimular a curiosidade e a criatividade é fundamental para que eles se tornem responsáveis ​​e construam um futuro promissor.


Regilon Matos (Régis) participou edição 2021 do LAB Jovens, tem 24 anos e trabalha na área de programas do Fundo Casa Socioambiental. Régis é Engenheiro Civil de formação, Pós graduando em Gestão de Projetos Sociais e Culturais, fellow da YCL e Rede de Jovens da RBMA, líder da realidade climática pelo Climate Reality Project Brasil,e membro do Comitê Consultivo da Juventude para Cooperação da União Europeia no Brasil.

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